sábado, 1 de dezembro de 2018

Prazer no Feminino


Modelo em 3D de um clitóris, à escala real

Participo num fórum sobre acompanhantes e um dos participantes colocou um link de um artigo sobre sexualidade feminina. A resposta que dei no fórum é um apanhado do que penso sobre isso. Quando a reli percebi que é, para além de um tópico cada vez mais relevante, um contributo para ajudar a desfazer mitos e tabus.

Aconselho a lerem o link que deu origem à publicação. Vale a pena e é um apanhado do que algumas mulheres fazem para mudar mentalidades.

https://www.theguardian.com/lifeandstyle/2018/nov/25/the-pleasure-revolution-what-women-really-want-sex

Segue a resposta:

Falo tanto deste tema...
As questões por detrás da falta de interesse no prazer feminino são imensas. A falta de interesse da comunidade científica é aflitiva e não ajuda a mudar mentalidades. Reflecte-se na sociedade e nos indivíduos. 

As mulheres não nascem ensinadas e, pior, é lhes incutido desde cedo que é quase obrigatório terem prazer simplesmente com a penetraçao. Ou ainda pior, que é suposto terem prazer como as atrizes porno têm, com as mesmas práticas que vêm na pornografia.
Ninguém lhes ensina que a masturbação e exploração do seu corpo é fundamental na construção do seu prazer na sexualidade. 
Pior que tudo...nao ensinando as mulheres acaba por passar a ideia que o homem é o responsável pelo prazer da mulher.... 

Tutfran Escreveu:
A minha versão tl:dr é não sejas uma besta, e tem uma mente aberta para novas experiencias


Ser ou não ser uma besta, não é a questão. A questão é o conhecimento que se tem sobre sexualidade e prazer da mulher. 
Tutfran, assumo que o teu comentário se dirige aos homens... Mas os homens não são os responsáveis pelo prazer da mulher... Ajudam ao contexto mas não são os responsaveis. 
É óbvio que ser uma besta não ajuda. Mas não ser também não resolve... 

A grande maioria das mulheres não conhece o seu corpo, não explora o seu prazer, não se masturba. Não o sabe fazer e ninguém fala sobre isso. E ninguém ensina os homens que a mulher precisa de tempo e exploração. 

Ambos sentem culpa e vergonha. O homem porque se sente responsável sem o ser, a mulher porque se sente frustrada, diferente e menos mulher. Como se a sociedade já não lhe desse padrões suficientes para nunca se conseguir sentir mulher suficiente. 

Acabam ambos a sentir raiva... E ambos a demonstram de forma diferente. A do homem é bastante visível nalguns dos tds deste fórum.... 
A da mulher transforma se em frieza e distanciamento em relação à sexualidade e ao prazer... Soa familiar? Descrições destas também não faltam por aqui.... 

E uma das principais razões para os homens casados frequentarem acompanhantes? Porque é o que conhecem em casa. A distância, a falta de interesse, as dores de cabeça... Tudo reflexo da falta de conhecimento sobre o seu próprio prazer. Juntem isso à impaciência e desconhecimento do homem sobre sexualidade e prazer feminino e, voila. 

"Most men never even consider what their masculinity is based on, which is the frightening thing. All masculinity, when we look at it from a historical point of view, is to dominate women.”

Juntem mais esta ao caldeirão e temos a sopa que temos que é muito pouco saborosa, na maioria dos casos. 

E sejamos sinceros. Por muito fofinha, querida e interessante que possa ser em gabinete, a principal razão de ter tantos clientes é porque tenho plena noção do meu corpo e do meu prazer. É porque assumi à anos que o meu prazer era meu  e não dependia do homem ou mulher que estava comigo. É porque me conheço, me explorei, fiz essa aprendizagem com tempo e paciência. Porque faço questão de ter sempre prazer e de ter sempre, pelo menos, um orgasmo.

Aprendi sozinha porque sou teimosa e inconformada. Mas é cada vez mais ridículo que estas noções básicas de prazer não sejam do conhecimento comum e não é justo, para homens e mulheres, terem de aprender sozinhos.

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Head in the sand?




Como é que se deixa de ser acompanhante?
Não me estou a referir ao deixar de oferecer intimidade e bom sexo em troca de um valor predefinido.
Estou a pensar em como é que será que se lida mental e emocionalmente com isso, nesta sociedade. Como é que se volta a ter intimidade duradoura com alguém? Enfiamos a cabeça na areia e fingimos que não sabemos o que aprendemos em relação à natureza humana e à sexualidade masculina? Apaixonamo-nos, construímos e acreditamos mesmo que aquele homem não vai ser como a maioria dos que nos visitam? Que não vai ter uma vida oculta onde procura a variedade e as novas experiências?
E nós? Mentimos? Ocultamos? Fazemos mesmo de conta que aqueles meses ou anos não existiram?
Como é que se faz? Fica um ratinho lá dentro a roer, a sofrer, a perceber que não sendo mais aberta a novas experiências e a pequenas loucuras, o homem vai mesmo fazê-las sem nós?

Comentei um destes dias em gabinete que não tenciono contar a futuros relacionamentos este período da minha história de vida. Não acredito que conheça alguém com a abertura de espírito para aceitar isso como apenas um percurso de vida diferente, onde se fizeram aprendizagens.

Imagine-se:
- Amor, estive durante alguns anos a fazer trabalho voluntário em África e na América do Sul.
- Fantástico, amor! Deves ter passado por experiências incríveis! Queres contar me algum momento especial?

A alternativa:
- Amor, estive durante alguns anos a trabalhar como acompanhante, em Lisboa. Aprendi imenso sobre a natureza humana e sobre as pessoas.
-...

Não me parece que tivesse um desfecho à filme, onde os protagonistas se abraçam e caminham, felizes, em direcção ao pôr do sol

A outra alternativa é não dizer nada sobre esses anos perdidos no éter da sociedade, chegar um belo dia a casa e dizer:
- Amor, estive a pensar e acho que, por muito que nos amemos, precisamos ambos de variedade e de sair da rotina. Queres fazê-lo em conjunto? Eu preferia, mas se não te sentires à vontade podemos sempre faze-lo separadamente. O que achas?
-...


Acabaram-se as alternativas deste lado... Não consigo conceber enfiar a cabeça na areia e fazer de conta que vou ser a mulher tranquila, que finge aceitar que, o que não sabe, não a afecta. Que finge não saber que o homem, por muito que goste e queira construir, não deixa de ser homem. Que finge não ter necessidades dela própria.
É que já não preciso de assegurar que alguém me ajude a cuidar dos meus filhos. Já o fiz.
Não preciso de compromissos nem de relacionamentos assentes em pressupostos que servem o lar e os filhos, mas não servem o casal.

É óbvio que ainda nada disto se passou, mas tenho imensa curiosadade em saber como é que outras mulheres lidaram com estas questões.
E tenho imensa curiosidade em perceber qual o formato que vou inventar, para lidar com isso.

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Sal e Pimenta







A vida são dois dias... Dois dias apenas.

Curtos rápidos e a correr. E quando damos por nós passaram mesmo. A correr, muitos tão cinzentos que nem nos recordamos bem...tornaram-se, à distância da memória, uma mancha esbatida, enevoados e cinzentos.

Os que recordamos, recordamos porque foram particularmente escuros ou brilhantes e carregados de cor. Porque lhes foi acrescentado cor, forma, luz, cheiro e sabor.

E, enquanto os dias vão correndo, vamos esperando que a magia volte a acontecer. Que novos sabores entrem nos pratos das nossas vidas, que nos surpreendam para que as rotinas, de vez em quando, saiam do esbatido e cinzento e voltem a ganhar cor.

São esses os momentos em que a vida deixa de correr e parece parar, suspensa na surpresa, na alegria ou no prazer. São esses os momentos que recordamos com um sorriso nos olhos, onde a vida se reinventou e nos lembrou que estamos vivos.

É que, na realidade, levamos muito pouco ou mesmo nada dos cinzentos esbatidos e dos pratos sem sabor.
Junte-se o sal e a pimenta, as ganas de viver e o saborear a vida e o resultado pode ser explosivo.


Foi o que resolvemos fazer...a pedido de alguns clientes e por muita curiosidade mútua, juntamos o sal e a pimenta, a ingenuidade e a experiência, duas mulheres inteiras e espontâneas, que partilham os seus corpos e o respeito, o riso e o prazer. Juntámos a curiosidade e a vontade de viver.

E o resultado?
Ahh... Esse vais ter de o saborear e viver!


As marcações são, preferencialmente feitas por whatsapp, pois é a forma mais simples de acertarmos agendas a três. Mas podem ligar ou enviar sms para mim ou para a Valentina.

Joana 924352685
Valentina 969022871

segunda-feira, 18 de junho de 2018

sexta-feira, 16 de março de 2018

Condições actualizadas

Passou-se quase um ano desde a última vez que revi as condições. Fica o texto actualizado e com algumas pequenas diferenças :)
Onde

O atendimento é feito num apartamento privado, discreto, em Lisboa, perto do Campo Pequeno. A morada completa e indicações necessárias são fornecidas no momento da marcação.
O quarto é confortável e tem ao vosso dispor água, café, chá e chocolates (quando não os como todos. O gabinete tem duche no quarto que é  limpo e desinfectado entre cada cliente.
Todos os clientes têm ao seu dispor: toalhas lavadas, gel duche sem cheiro, champô, desodorizante, gel para o cabelo, toalhetes e elixir bucal. 

Quando:

De segunda a sexta entre as 9h e as 17h.
Ocasionalmente até às 21h e alguns fins de semana.

Quem:

Atendo homens, mulheres e casais.
Sou bissexual activa com as mulheres, desde que sejam cumpridas todas as normas de higiene.
Casais ou mulheres que pretendam uma primeira experiência com outra mulher é aconselhado a optarem por uma Massagem+Convívio para criar momentos de maior sensualidade e intimidade. 

Quanto:

Massagem+Body Massage+Descompressão
45 a 60 minutos (descompressão manual) - 60€ 
60 a 80 minutos (descompressão manual ou oral) - 80€

Massagem+ Convívio ou só Convívio
45 a 60 minutos - 80€
60 a 80 minutos - 100€

Anal - 20€**

Casais - 150€ (independentemente de o homem só assistir ou participar)

Deslocações - 150€/hora (hotel/motel e transporte a cargo do cliente)


*A massagem é profissional e executada com pressão e conhecimentos de anatomo-fisiologia, com o cliente deitado de barriga para baixo.

A Body Massage é onde é trabalhada a sensualidade e a provocação, onde o ambiente começa a aquecer realmente. A ideia é ir deslizando todo o meu corpo nas zonas mais erógenas do(a) cliente, antes de lhe ser pedido para se virar de barriga para cima. A Body Massage é continuada mais um pouco e depois é feita uma descompressão que começa com manual.

A descompressão manual é feita com óleo aquecido (assim como toda a massagem) e inodoro. É iniciado de forma lenta termina com técnicas do Tantra. A descompressão oral é feita ao natural, sempre que estejam reunidas Todas as condições de higiene mas nunca até ao fim.

Todas as condições de higiene é traduzido por o cliente estar bem lavado, sem cheiros, nem sinais evidentes de doenças (verrugas, corrimento de cor ou cheiro estranhos, entre outros) e eu não ter nenhuma pequena ferida na boca. Pode acontecer durante a escovagem dos dentes e dos cuidados de higiene oral de rotina haver pequenas agressões às gengivas que colocam em risco a saúde e bem estar de ambos durante o sexo oral. Peço a vossa total compreensão e respeito por este assunto.


**É pedido que informem antecipadamente por telefone se estiverem interessados em sexo anal. 
Existe um limite físico para esta práctica. Apesar de gostar e não ter qualquer problema em o fazer, recuso-me a utilizar gel anestésico. Quando o cliente marcar e me informar da sua intenção é imediatamente informado se o sexo anal é ou não possível nesse dia, permitindo ao cliente remarcar e não criar falsas expectativas.
Peço a vossa compreensão para que não haja mal entendidos nem a sensação de terem sido "enganados".

Como:

Telemóvel - 924 352 685

As marcações são feitas por telefone. Como sou eu que atendo o meu, é possível sentirem algumas dificuldades em me contactar. Podem sempre enviar mensagem que respondo de volta, logo que possível e se assim o desejar.
Nunca ligo a nenhum cliente ou envio mensagens sem o consentimento prévio do cliente. A descrição e confidencialidade são um dos pontos mais importantes no meu trabalho. É uma questão de respeito pelos clientes, respectivas famílias e de respeito por mim e pela minha família.
Todos os assuntos pessoais ou do foro intimo de ambos não é nunca exposto nem comentado, fora do quarto.



O meu convívio é um momento de intimidade... é a amante, a namorada, o engate no bar depois do flirt. É um momento quente e intenso e honesto, sem preconceitos, nem fingimentos, onde tudo é permitido, dentro dos limites de ambos.